As ações viraram pó: como fica a remuneração?

Empresas outorgaram Incentivos de Longo Prazo a seus executivos como forma de remuneração

Temos acompanhado com alguma preocupação o derretimento no preço das ações de algumas empresas que abriram capital nos últimos 2 anos. Empresas cujas ações estão valendo hoje menos de 20% do valor que foram negociadas no momento do IPO.

Vale então refletir sobre o fato de que muitas destas empresas outorgaram ILPs (Incentivos de Longo Prazo) a seus executivos, especialmente Stock Options, cuja realização depende do preço da ação. Mas e agora que o valor da ação despencou? O que fazer para mantê-los motivados e reduzir o risco de perdê-los para o mercado?

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Antes de mergulhar nas alternativas técnicas, é importante lembrar que este efeito está sendo sentido também (e especialmente) pelos acionistas! E mesmo que os majoritários tenham a intenção de diluir mais a empresa em favor dos executivos ou queiram oferecer outros incentivos adicionais, é bom lembrar que existem mensagens importantes nesse tipo de programa, especialmente a necessidade de manter alinhamento de ganhos entre acionistas (incluindo os minoritários) e executivos.

Mas considerando que exista um pacote de remuneração composto por salário base, bônus anual atrelado ao cumprimento de metas de curto prazo e incentivos de logo prazo para vincular o ganho aos executivos ao sucesso do negócio, é mesmo importante ter alternativas para estimular a liderança em épocas de crise como a que enfrentamos agora. Dentre elas, podemos destacar:

São várias as alternativas de modelos para manter as pessoas motivadas, mesmo em tempos de crise. Mas é importante lembrar que só “esforço” não garante resultado, e que quaisquer planos de incentivos deveriam reconhecer e recompensar a contribuição das pessoas para o sucesso do negócio, podendo ser ainda pior para a performance da ação se o mercado entender que só os executivos estão ganhando dinheiro enquanto os acionistas pagam a conta.

Por isso, lembre-se que podemos sim e devemos ter ferramentas voltadas à retenção de pessoas críticas. Mas patamares mais agressivos de premiação deveriam estar atrelados ao sucesso da empresa. Ainda que volta e meia nos deparemos com o famoso dilema de Tostines corporativo: “Executivos bem pagos geram mais engajamento e mais resultado? Ou são as premiações por resultados que geram motivação e mantém a roda girando?”

Façam suas apostas!

Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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